“…a vida é pequena e o Mundo é grande!” |Vou a Cuba, e agora?

“Viaja no para escapar
de la vida sino para que
la vida no se te escapa”

Quem nos segue no Instagram de certeza que acompanhou a nossa aventura por Cuba que decorreu no final do mês passado e como recebemos (e continuamos a receber) imensas mensagens com as dicas mais importantes sobre este destino aqui ficam as primeiras orientações para quem está de partida.

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Ir de viagem para Cuba exige uma certa logística e a preparação de certos documentos. Primeiro de tudo, o VISTO. O visto é o que nos permite, a nós turistas, entrar no país. Caso o seu voo seja feito pela AirCanada, o visto é entregue gratuitamente no avião, mas se for por outra companhia área convém levar já o seu visto feito de Portugal. Este trata-se na Embaixada de Cuba e para concretizá-lo é necessário: o passaporte válido e vigente (com um período de 6 meses), bilhete de confirmação de voo de ida e volta para Cuba e reserva do alojamento onde se instalará no país.

A aquisição do visto pode ser feita pessoalmente na Embaixada de Cuba (22€), por outra pessoa (22€ + 25€ de custos de representação) ou por correio postal. Mais informações no site da embaixada. O visto é emitido no momento e tem duração de 30 dias a partir do dia de entrada em Cuba.

A Morada é: Rua Pero da Covilhã, nº 14, 1400-297, Restelo, Lisboa (Perto do Estádio do Belenenses) Estão abertos de 2ª a 5ª feira das 09h30 às 12h00. O atendimento é por ordem de chegada.

Segundo, o SEGURO DE VIAGEM. É exigido pelas autoridades cubanas mas nunca nos foi solicitado à entrada nem nunca o tivemos de mostrar. O seguro de viagem que fizemos foi feito em Portugal tendo-nos ficado por cerca de 35€.

Relativamente ao DINHEIRO, nós levamos euros até Cuba e lá trocámos, nas Cadecas, os pontos oficiais de troca de moeda, por CUC (peso convertível indexado ao dólar). Foi a maneira que mais nos beneficiou e a mais segura. Não levantámos dinheiro, por isso não sabemos referir o valor de taxas. Pagar com cartão de multibanco por vez pode ser uma tarefa complicada.

Em Cuba existem duas moedas oficias, o CUC (a moeda que os turistas usam) e o CUP (a moeda utilizada pelos locais). Durante a nossa viagem trocámos 10€ por CUP, que deu cerca de 250 CUP, mas a realidade é que são raros os sítios que os aceitam por mãos de turistas, pelo que acabámos apenas por usar a moeda local em gorjetas.

É preciso ter atenção que nas Cadecas, os locais oficiais de troca de moeda, não aceitam dólares ou então cobram uma taxa. A troca de moeda também pode ser feita no aeroporto ou em alguns hóteis, mas a uma taxa de câmbio menos favorável.

O CUSTO DE VIDA em Cuba não é barato, aliás achámos bastante caro. O facto de existir duas moedas faz com que tudo o que seja para o turista esteja inflacionado. Além disto, em restaurantes e esplanadas muitas vezes cobram entre 10 a 20% de gorjeta.

Ao nível de TRANSPORTES foi onde despendemos mais do nosso orçamento. Existem transportes públicos (a Via Azul), táxis partilhados e táxis privados. A forma mais cómoda é sem dúvida o táxi privado pois não dependemos de ninguém e vamos para o destino às horas que quisermos, mas também é a forma mais dispendiosa podendo uma viagem ficar facilmente nos 120 CUC (valor que pagámos de Trinidad a Havana). De táxis é de evitar as viagens nocturnas, sendo que muitos dos taxistas nem as fazem, porque é bastante perigoso. A estrada tem imensos buracos e costumam andar nela cães e cavalos soltos.

“Então e a comida em Cuba?” Para ter uma verdadeira experiência da comida cubana aconselhamos a comer, caso seja possível, nos alojamentos locais onde vão ficar. De todos os sítios onde comemos foi em casa de quem nos acolheu que tivemos as melhores experiências. Nos restaurantes acaba por compensar comer a lagosta, já que é um prato que fica relativamente barato (cerca de 12 CUC) e há sítios onde apenas pedimos a proteína e no preço já está incluído os acompanhamentos todos (arroz, feijão, saladas e frutas).

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Relativamente aos ALOJAMENTOS, em Cuba ficámos num resort (em regime tudo incluído) na zona da praia e em alojamentos locais nas outras cidades. Qual das experiências gostámos mais? Sem dúvida os alojamentos locais! Além de ficarem a preços extremamente apetecíveis (entre os 30 CUC e os 50 CUC por noite), a convivência com as pessoas da casa tornam toda uma viagem mais completa e rica. Os alojamentos locais onde ficámos foram aconselhados por pessoas cubanas a viver em Portugal e não poderíamos ter ficado mais satisfeitas. Em Trinidad pernoitámos no Hostal Marelis e jantámos também por lá (a comida é divinal!) e, em Havana, ficámos em El Vedado, uma zona mais tranquila, num prédio no 16º andar com uma vista incrível para Havana (aidacisneros@infomed.sld.cu).

Está a precisar de um detox às redes sociais? Então Cuba vai ser o país ideal para o fazer. A internet é regulamentada pelo estado e só é possível aceder através do telemóvel ou computador através de um cartão ETECSA. O cartão pode ser comprado em hóteis por 1 CUC/hora ou 1,5 CUC/hora ou nos pontos oficiais ETECSA, normalmente com filas enormes. O cartão traz um número de usuário e uma password que permite o acesso à internet. Os pontos de internet estão normalmente localizados nas principais praças das cidades ou nos resorts e hóteis.

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Receber ou fazer chamadas pode ser um verdadeiro arrombo no orçamento já que as tarifas são de 5€/minuto nas chamadas efetuadas e 3€/minuto nas chamadas recebidas.

Mais informações sobre as cidades, meios de transporte que utilizámos, pontos de interesse e restaurantes que visitámos? Fiquem atentos aos próximos posts 

Primeira paragem em Cuba: Cayo Guillermo e Playa Pilar aqui ♥

#sisterhoodoffoodies

5 thoughts on ““…a vida é pequena e o Mundo é grande!” |Vou a Cuba, e agora?

    • sisterhoodoffoodies diz:

      Bom Dia Lara.
      Tal como consta no artigo (tivemos esse cuidado) o CUC está indexado ao dólar (o valor é o mesmo) portanto, o ideal, será na altura que viajar, ver quanto está o dolar e fazer a respetiva conversão. Não colocámos os valores porque assim o artigo está sempre “correto”. Pois o valor que “pagámos” pelos CUC, atualmente poderão não estar os mesmos.
      Obrigada pelo comentário.
      Ao dispor,
      As manas.

      Gostar

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