“…a vida é pequena e o Mundo é grande!” |Ilha de São Miguel, Açores

A viagem à Ilha de São Miguel, nos Açores, nunca foi vista como “a” viagem tendo sido sempre adiada com “um dia temos que lá ir!”. E fomos, em maio, durante 6 dias (7 a 12 de maio) e não poderíamos ter escolhido melhor para “a primeira viagem do ano“!

Quanto à deslocação, optámos pela companhia lowcost Ryanair com os percursos Lisboa (aeroporto, terminal 2) – Ponta Delgada à ida, Ponta Delgada – Porto, pela volta. Esta escolha esteve relacionada com os horários de chegada e saída da Ilha, para aproveitar, o máximo de tempo possível.

Quanto ao tempo? Não fiquem com a ideia, tão mal transmitida, que a ilha se visita “num fim de semana” ou “três dias chegam perfeitamente”! Estivemos 6 dias completos em São Miguel e ainda tínhamos tanto por fazer! Mas, quando gostamos de um destino, não podemos visitar tudo, com o objetivo de regressar! E, esta ilha surpreendeu tanto!

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*O Guia dos Açores que nos acompanhou toda a Viagem da Publiçor

Dia 1 ♥

Chegámos à ilha ao início da tarde e…chovia! Ficámos logo apreensivas pelo tempo que nos recebia mas, percebemos, pouco tempo depois de chegar que, realmente as 4 estações do ano existem no mesmo dia e, segundo os locais “estas diferenças climatéricas são piores em alturas de mudança de estação, e este mês é muito propício a chuvas!”. Assustou-nos mas não nos podia demover dos planos de conhecer a ilha “de uma ponta à outra”.

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Começando pelas questões práticas da viagem, o ideal é alugar um carro, é fundamental para um conhecimento mais profundo e autónomo da ilha. Aproveitámos uma promoção da Ryanair, quando comprámos o voo e tratámos logo desse assunto! Chegando à ilha é esperar…a fila nas empresas de aluguer são imensas e o tempo de espera é generoso. A Rent a Car que usufruímos foi a Ilha Verde., o atendimento foi simpático, o preço foi dos melhores que conseguimos (na altura). Inicialmente ficámos um pouco apreensivas com o valor que tivemos que pagar de “caução” no valor de 800€ que, quando entregámos o carro, foi-nos devolvido (existe a possibilidade de pagar um seguro).

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Chegando à ilha e, após o aluguer do carro, fomos diretos para o restaurante para almoçar. A viagem foi, mais ou menos definida, os restaurantes estavam todos listados e tivemos de abdicar de alguns pois tínhamos mais restaurantes na lista do que refeições para fazer (dilemas de foodies). 

Iniciámos o nosso roteiro gastronómico pela ilha com um almoço delicioso no Cais 20. Não fosse um terrível temporal no mar e teríamos a vista perfeita. Escolhemos então, os famosos chicharros fritos, envoltos em ovo e batata cozida. Pedimos ainda para acompanhar uns legumes assados (maravilhosos) em papelote!

 

 

Aqui, não se pode esquecer de pedir o “absurdo”.

Seguimos do restaurante, para o Hostel onde iríamos ficar em Ponta Delgada a primeira noite. Algo que foi muito pensado, enquanto planeámos a viagem foi: 5 noites no mesmo hotel e fazer a deslocação pela ilha ou ficar em vários pontos da ilha. A última opção foi a tomada mas, numa próxima, talvez não andemos de “malas às costas” e fiquemos numa zona mais central da ilha.

O primeiro alojamento foi no Hostel Procyon, o serviço é simpático e atencioso, o hostel muito bem cuidado, a relação qualidade/preço é ótima!

 

Tem incluído no preço um simples, mas bom, pequeno-almoço.

 

Desvantagem para quem nunca ficou em hostéis: a casa de banho é partilhada.

 

O tempo continuou chuvoso e os planos tiveram que ser alterados.

Seguimos então para o primeiro “ponto Turístico”: Plantação de Ananases Arruda, situada em Fajã de Baixo, é “aqui que conhece melhor o Ananás de São Miguel, este que é o rei dos frutos e um ex-libris dos Açores. Com mais de 100 anos de História, a Plantação Augusto Arruda é um verdadeiro museu vivo desta cultura única no mundo. As visitas, que são gratuitas, levam-no a acompanhar e conhecer todas as fases do crescimento do ananás. E levam-no também à Gift Shop para provar e adquirir o Licor de Ananás A. Arruda, uma receita da família e exclusiva da Plantação, bem como muitos outros produtos transformados do ananás, artesanato local ou lembranças únicas da sua visita aos Açores.

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Seguimos para a Plantação de Ananases biológicos da Quinta das Três Cruzes aqui, a forma como somos recebidos é um pouco diferente, temos uma visita guiada que se inicia no armazém (onde poderá adquiri alguns dos produtos) e onde irá assistir a um pequeno vídeo onde ficará a conhecer o processo demorado do cultivo do ananás.

 

Após assistir o vídeo, fomos guiadas pelas respetivas estufas e onde percebemos em que cada fase se encontra este fruto tão especial.

 

A visita é interessante em ambas as plantações e, por esse motivo, ficam aqui as dicas.

Paragem obrigatória para o lanche é na Quinta dos Açores, espaço bem conhecido pelos seus famosos gelados, conjugam uma base de leite inteiro e nata fresca com produtos tipicamente açorianos, como por exemplo, a queijada da Graciosa e a Dona Amélia e/ou ingredientes de qualidade, no seu estado mais genuíno, como a baunilha em vagem ou o Cacau do Equador.

 

Ao final do dia fomos jantar ao restaurante A Tasca. Este restaurante, para nós, era paragem obrigatória e, por esse motivo, a reserva já estava feita uns dias antes da viagem. Opinião? Maravilhoso! Atendimento excelente, sempre com uma vontade de atender da melhor forma os seus clientes. Quanto à comida? Deliciosa! Todos os sabores característicos de uma boa cozinha estão lá.

 

Experimentámos o fantástico atum braseado, envolvido em sementes de sésamo, acompanhado com inhame e batata doce. Para acompanhar a famosa cerveja açoreana KORISCA.

 

Já estamos a salivar…podem mandar uma caixinha pelo correio para o continente?

Dica: Reserva Obrigatória pelo menos com 3 dias de antecedência.

Dia 2 ♥

Iniciámos o dia bem cedo e aproveitámos enquanto nos deslocávamos para o próximo ponto turístico para parar nos pontos mais altos da Ilha para apreciar as vistas. E que vistas!

Próxima paragem: Fábrica de Chá da Gorreana. A mais antiga plantação de chá da Europa. Cultivam desde 1883, mantendo desde então as tradições originais do oriente e as qualidade ancestrais há já 5 gerações familiares.

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Aqui, poderá entrar, visitar a fábrica e o processo de fabrico (muita pena não conseguirmos que esta visita fosse guiada) e, concluir com uma degustação dos dois chás mais conhecidos da Gorreana e poderá ainda adquirir alguns dos seus produtos numa pequena loja e bar. Tivemos ainda a sorte de ver trabalhadores a apanhar as folhas de chá.

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Aproveite também para, além de beber o chá, provar este delicioso bolo de ananás. O gosto dele ainda se encontra no palato.

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Seguimos para a fábrica de Chá Porto Formoso. Aqui, a paragem foi igualmente surpreendente. Uma fábrica menos conhecida, onde tivemos direito a guia e a toda a explicação do processo de fabrico. Aqui, poderá ainda maravilhar-se com uns jardins panorâmicos lindíssimos!!

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Após toda a explicação, deliciamo-nos com o chá feito nesta fábrica (delicioso!).

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Seguimos para a Caldeira Velha, mais um local de paragem obrigatória. É uma área integrada no parque natural de ilha e classificada como monumento natural. Está localizada na encosta norte do maciço central da Serra de Água de Pau, na estrada regional da Lagoa do Fogo.

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Este espaço convida-nos a descobrir e a experimentar um contato mais direto com a natureza.

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O passeio é relaxante, no meio de toda a sua vegetação e, no final, poderá tomar um banho nas duas poças que atualmente existem no local. A mais antiga, junto à cascata cuja temperatura ronda os 25º ou a na água aquecida por este ponto de ebulição (fotografia anterior), com temperaturas que variam entre os 35º e os 38º.

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Quanto ao horário de funcionamento de novembro a fevereiro das 9h às 17h; meses de março, abril, maio e outubro das 10h às 18h e de junho a setembro das 9h às 20h30. Relativamente a preços: a entrada é de 2€ mas, uma família de 4 pessoas pagará 4€ e jovens, maiores de 65 anos e crianças dos 4 aos 12 anos pagam 1€.

Antes do almoço, fomos ainda visitar a fábrica dos Licores Mulher de Capote, que se situa perto da Ribeira Grande e as visitas são gratuitas. Dizem que aqui se fazem os melhores destilados do açores, desde 1936, utilizando produtos locais. As fotografias no interior da fábrica são proibidas mas, poderá provar e comprar alguns sabores da ilha.

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Após o passeio matinal, já merecíamos um almoço “daqueles” e, a nossa paragem, não poderia ter sido melhor. O restaurante que vos vamos falar não aparece nos guias mas é maravilhoso! Restaurante simples com comida caseira e um sabor inexplicável.

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Após as entradas, bem simples mas que nos satisfizeram, um delicioso cesto de pão cozido em forno a lenha, de massa fofa e uma sopa de peixe bem diferente mas deliciosa. Para prato principal, pedimos o famoso molho de peixe, confeccionado com o peixe do dia. Produtos frescos, sabores e genuínos. Paragem Obrigatória na ilha de São Miguel.

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Já ficou com água na boca não já? Para concluir a nossa deliciosa refeição pedimos umas maravilhosas queijadas, especialidade da casa.

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Voltávamos já já já!! O Restaurante Cantinho do Cais situa-se na Rua do Ramal, em São Brás (Ribeira Grande). Aberto todos os dias das 12:00 às 14:00 e das 19:00 às 22:00

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Durante o nosso passeio e, a caminho do alojamento para esta noite, passámos pelo famoso “hotel abandonado” (fotografia em cima) que tem esta vista fascinante para a Lagoa das Sete Cidades. Neste dia, o tempo estava nublado mas, mesmo assim, vale a pena ficar o registo. A fotografia na Vista do Rei ficou para o último dia, pois conseguimos ter um dia de pleno sol antes de regressarmos ao continente.

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Daqui, não resistimos e descemos até à aldeia das Sete Cidades, para além de nos cruzarmos com paisagens incríveis, cruzamos-nos ainda com um lugar que nos fez comer a segunda sobremesa do dia: a Casa de Chá “O Poejo”.

 

Esta casa de chá, inserida na Quinta da Queiró, divulga sabores tradicionais de doçaria e padaria, chás, licores, entre outros produtos únicos desta região servidos nos pequenos-almoços, lanches ou merendas. Afirmamos com toda a certeza que será (muito) difícil qualquer sobremesa competir com esta tarde  de ananás! Que sabor!

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Deste delicioso lanche, seguimos para um fantástico hotel em Fenais da Luz, Pedras do Mar Resort & Spa, o Hotel é recente, com uns quartos muito espaçosos e o atendimento mega simpático!! [ficou a vontade de regressar no inverno e ficar em frente a esta lareira…]

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O Pedras do Mar Resort & SPA está situado na costa norte da Ilha de São Miguel oferecendo uma vista privilegiada sobre o oceano Atlântico. É a escolha perfeita para uma escapada romântica ou umas férias em família.

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O hotel dispõe de um fantástico SPA Pedras D’Alma com centro de estética e bem-estar e um healthclub com piscina interior com jacuzzi, sauna, banho turco com cromoterapia e ginásio.

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Os quartos elegantes e modernos, o nosso com vista de montanha, oferecem todo o conforto e comodidade.

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A receção está aberta 24 horas, e poderá ajudá-lo na visita à ilha. Em todo o hotel podemos aceder à rede wi-fi gratuitamente. Por ficar apenas a 10km do centro de Ponta Delgada e a 20 minutos do aeroporto, poderá ser uma ótima opção para ficar na ilha.

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O nosso dia não ficou por aqui, claro que estando neste zona, teríamos que ir ao Restaurante da Associação Agrícola comer a genuína carne açoriana. A sala deste restaurante tem capacidade para 140 pessoas mas aconselhamos fazer a reserva antes de ir.

Para começar, para além do delicioso pão caseiro, pedimos ainda o queijo branco fresco.

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O bife servido tem 400 gramas mas, se quiser meio, este terá “apenas” 300. Escolhemos o “Bife à Associação”, maravilhoso!!

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Para acompanhar o bife, pedimos a cerveja artesanal d’ Associação.

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Para sobremesa e, fã de maracujá como é a mana mais velha, não poderia falhar um Pudim desta fruta divinal…acho que dá para perceber, pela fotografia, a pequena maravilha deste doce…

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O Restaurante Associação Agrícola, situado na Ribeira Grande (rabo de peixe), está aberto todos os dias da semana das 11h às 23h.

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Dia 3 ♥ 

Depois de um ótima noite e de um simpático pequeno-almoço, com alguns produtos regionais, seguimos viagem para o próximo destino: zona nordeste e furnas.

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A primeira paragem, apenas por nossa curiosidade, foi a Praia de Santa Bárbara, dizem que aqui as ondas são muito cobiçadas por quem gosta de desportos aquáticos.

Seguimos para o Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões, não conseguimos muitas fotografias pois choveu durante todo o tempo que caminhávamos por aqui, mas as paisagens ficaram na memória. Encontrará por aqui uma cascata, moinhos de água e jardins lindíssimos…Vá com tempo e explore!

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Deste ponto, seguimos para a zona das Furnas, onde visitámos a lagoa das furnas e a Ermida de Nossa Senhora das Virtudes, uma pequena capela, de inspiração gótica, datada de 1886. Para entrar terá que visitar a Mata Jardim José do Canto.

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Ainda houve tempo para ir ver o almoço a sair debaixo da terra mas, como chovia, deixamos este passeio para o dia seguinte de manhã… agora, vamos lá ao almoço!

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E, claro está, estando na zona das Furnas, o almoço só poderia ser o famoso cozido.

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Para experimentar o famoso cozido marcámos lugar no famoso Restaurante TONYs, o cozido, diferente do nosso, mas é igualmente delicioso.

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Para sobremesa, não poderia faltar o pudim de maracujá.

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Depois do almoço, aproveitámos toda a tarde para ir conhecer o Parque Terra Nostra, este parque talvez seja dos mais bonitos que alguma vez vimos. E sim, uma tarde inteira é necessária para usufruir de toda a natureza.

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Aqui, poderá ainda deliciar-se com o banho no Tanque de Água Termal, ex-líbris dos Açores. A temperatura da nascente que alimenta o tanque está a cerca de 35/40º, o que fará, da sua passagem por aqui, uma experiência incrível.

Aproveite e siga as indicações do Trilho Pedestre para não perder pitada do caminho que poderá fazer pelo Parque.

 

O Parque está aberto das 10h às 18h e tem o custo de 8€ por pessoa (adulto). Se for de carro, prepare-se para a dificuldade de arranjar estacionamento.

 

Ficámos esta noite na zona das Furnas (a dica do hotel não ficará aqui, pois não vale mesmo a pena!) mas a noite nas Furnas é realmente surpreendente, durante a noite, fomos para a zona …. e é incrível como os vapores de calor saem pelas tampas de saneamento, ou mesmo pelo chão. É assustador mas, ao mesmo tempo, impressionante.

Acreditem, este passeio à noite por aqui é obrigatório.

Dia 4 ♥ 

Aproveitámos a manhã por aqui para irmos ao local onde andámos perdidas durante a noite..e aqui está, bem menos assustador. Claro que, de noite, as imagens não foram possíveis e não são tão reveladoras como de dia.

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Podemos concluir que é uma ilha bem “quente”…

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Como no dia anterior estava a chover, repetimos hoje, o local onde se faz o famoso cozido.

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Passámos ainda pela famosa “casa tombada” e parámos aqui por acaso, pois nesta rua, encontra-se a padaria onde se vendem os famosos bolos levados.

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Na passagem para o nosso próximo destino claro está, tivemos que parar nas famosas Queijadas de Vila Franca do Campo.

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A nossa pausa para o almoço é um local que consideramos igualmente de paragem obrigatória, o Bar da Caloura. O espaço, apesar de pequeno, serve peixe do dia com uma frescura incrível! Ainda tenho o gosto da pescada na boca e, acreditem, quem ainda não comeu uma pescada fresca, não imagina do que estamos a falar! O atendimento é igualmente o ponto forte da casa, extremamente simpático e muito prestáveis.

 

E a vista da esplanada? Incrível!

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Regressámos a Ponta Delgada e, ao final do dia, através da câmara da aplicação SpotAzores conseguimos perceber que a Vista do Rei e a Mata do Canário (dizem ser a vista mais bonita da ilha) estavam com uma vista limpa e, agarrámos no carro e seguimos, propositadamente para apreciar as vistas.

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Este Miradouro, Grota do Inferno, na Mata do Canário, passa muito despercebido enquanto vai a conduzir. É um lugar único e, aqui, é possível ter uma vista da Lagoa das Sete Cidades, da Lagoa Rasa, da Lagoa de Santiago, da Lagoa do Canário, de parte da povoação das Sete Cidades e da Serra Devassa. Tem uma altitude de cerca de 730 metros, é possível ver o mar, a montanha e as lagoas, no meio de uma vegetação natural e selvagem. Esta é considerada a “vista” da Ilha.

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Digam lá se não valeu a pena!

Claro está, que aproveitámos ainda para ir conhecer, mais de perto, o Hotel “assombrado” da Ilha de São Miguel.

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Não, não está assombrado, pelo menos não pareceu, mas está ao abandono o que é realmente uma afronta a quem gostaria de acordar com estas vistas incríveis sobre a Lagoa das Sete Cidades.

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O Hotel Monte Palace abriu portas em 1989 e apenas esteve em funcionamento cerca de 2 anos e terá sido o primeiro hotel de 5 estrelas a chegar à ilha. Hoje e, depois de ter sido retirada a segurança deste hotel, restam apenas ruínas.

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Dizem que o Hotel está à venda no OLX, aceitam-se propostas de sociedade.

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Para jantar e, aproveitando mais uma dica fomos à Taberna Açor. Este restaurante não estava na nossa lista, mas foi uma ótima decisão jantar por aqui. O restaurante é pequeno, com poucas mesas e poderá, certamente, ter que esperar. Mas aguarde, aqui a experiência por sabores açorianos é incrível! Os petiscos são todos locais e o preço é excelente para a ótima qualidade dos produtos.

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Para dormir as últimas duas noites pela ilha escolhemos o Marina Lounge Hostel. Gostámos imenso! E para quem não se importa de ficar em alojamento do tipo “Hostel”, com casa de banho partilhada, é uma ótima dica em Ponta Delgada. O atendimento do António e do Lino é super atencioso.

 

 

E os pequenos-almoços? Divinais!

Dia 5 ♥ 

 

Acreditem, começar assim o dia só pode ser ótimo prenúncio! Os pequenos-almoços são do melhor que já comemos em alguns hóteis. Uma refeição familiar, onde restantes hóspedes e os donos da casa se juntam connosco à mesa. Os produtos são incrivelmente frescos e preparam os quentes na hora, em dois dias, tivemos duas refeições diferentes. E aquele cheirinho que chega ao corredor do quarto logo pela manhã? Sabem o quanto somos fãs de pequenos-almoços de hotel (quem não é?), nunca pensaríamos era dizer que há hósteis com pequenos-almoços dignos de um hotel de 5 estrelas.

Após o pequeno-almoço seguimos para o Mercado da Ilha, Mercado da Graça. Aqui, encontrará todos os produtos frescos da ilha e poderá ainda ir ao Rei dos Queijos e levar alguns dos seus produtos para o continente.

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Claro está que, ao passear pelo centro de Ponta Delgada mais uma paragem é obrigatória, o Louvre Michaelense. Partilhámos “o segredo” não, não é segredo, mas a receita parece que é. Este é o nome do delicioso bolo de chocolate que por aqui é servido.

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Após o almoço, seguimos para a Gruta do Carvão, o objetivo? Conhecer o interior da Ilha de S. Miguel. Interessante para quem sente curiosidade nestas questões mais científicas. A visita é guiada e poderá fazê-la de duas formas: as visitas num pequeno troço de fácil acesso que tem a duração de cerca de 45 minutos e, para os mais corajosos as visitas estendidas, num troço de cerca de 800 metros que requerem maior esforço físico.

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Após a visita, seguimos para as Termas da Ferraria para o banho termal. Integrado no Monumento Natural Regional do Pico das Camarinhas e Ponta da Ferraria, esta zona de proteção da natureza é composta por diversas estruturas de origem vulcânica de grande valor paisagístico e científico. Consideradas um caso único no mundo, devido à existência de água salgada termal com um teor de enxofre muito elevado, as águas da Ferraria, além de curarem problemas de reumatismo e nevrites, são também usadas para tratar de doenças de outros foros.

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Após um banho nesta piscina de água quente, só poderia seguir-se um jantar igualmente reconfortante: Forneria São Dinis. Conhecida pelas suas pizzas estaladiças, aqui poderá encontrar também as famosas carnes da ilha. Assim que entramos no restaurante deparamo-nos com os dois fornos a lenha, portanto, a escolha só poderia ser uma…

 

 

Concluímos com um delicioso suspiro de banana…claro, se há sobremesa com banana na carta a escolha só poderia ser essa.

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Dizem que aqui se comem as melhores pizzas da ilha mas, acreditamos, que se viessem para o continente, não perderiam o pódio. O espaço, o atendimento e o serviço é do melhor que sentimos pela ilha. Aconselhamos a reserva que poderá ser feita online.

Dia 6 ♥

Dia de regresso. De hoje apenas falar, novamente, do delicioso pequeno-almoço pelo Marina Lounge Hostel.

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Depois, foi pegar nas malas e no carro, ir devolvê-lo ao rent-a-car e seguir viagem, de regresso, desta vez, para o aeroporto do Porto.

 

Dica super útil sobre aplicações de telemóvel: Existem algumas aplicações para o seu smartphone que, na nossa opinião, foram fundamentais para a nossa viagem: VisitAzores; WalkMe | Caminhos nos Açores; SpotAzores, esta última aplicação é fundamental! Tem câmaras em direto dos pontos turísticos dos Açores e vocês pensam para quê? Simples! Muitas vezes, na localização onde está, está o tempo limpo, com sol mas, quando quer ir a um determinado miradouro, por exemplo, para ver a Lagoa, está muito nublado e não se vê nada! Pois é, esta aplicação ajuda-o a definir se vale a pena a deslocação para determinado ponto da ilha. Para nós, foi a aplicação mais útil.

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O que não esquecer para a sua viagem ser (ainda mais) inesquecível: 

Máquina Fotográfica: requisito obrigatório para visitar os Açores;

Powerbank : Sim, aqueles novos carregadores portáteis! Ou então, carregador de isqueiro para utilizar no carro… Se utilizar os telemóveis para captar imagens e partilhar nas redes sociais acredite, vai precisar!

Calçado super confortável. As longas caminhadas de descoberta são obrigatórias na ilha;

Impermeável. Sim, poderá precisar de um casaco impermeável para o caso de apanhar umas horas de chuva.

Planear minimamente a viagem. Poderá fazê-lo ou não mas, se ficar até 5 dias na ilha, será importante planear minimamente o que visitar para evitar fazer a ilha de uma ponta à outra inúmeras vezes. O objetivo é descansar e desfrutar, certo?

Locais que tenham elevado número de turistas, como alguns restaurantes, por exemplo, reserve. Se quer mesmo experimentar, não arrisque!

Fato de Banho / Calções de Banho velhos. Se for para as piscinas barrentas da ilha, acredite, vai arrepender-se de levar aquele novinho que comprou para ficar bem nas fotografias.

Mapa dos Açores ou Guia de Viagem;

Se não está com muito tempo para se “perder na ilha”, instale uma aplicação de GPS no telemóvel, dá sempre um jeitaço.

Sim, já sabemos com vontade de ir. Compre as viagens, faça as malas e aproveite! A Ilha de São Miguel é realmente surpreendente!

A mana mais velha,

L.

#sisterhoodoffoodies

2 thoughts on ““…a vida é pequena e o Mundo é grande!” |Ilha de São Miguel, Açores

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